quinta-feira , agosto 17 2017

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Fonte: Jornal Diário de Cuiabá A frente de batalha contra o câncer de mama vai se empenhar este ano para massificar a divulgação do autoexame entre homens e mulheres A frente de batalha contra o câncer de mama, o de maior incidência de mortalidade por câncer nas mulheres no mundo – segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) – tem hora e data marcada pra começar na capital mato-grossense: 1º de outubro de 2014, no Santuário Nossa Senhora Auxiliadora, às 19h30. Como parte da 5ª edição da Campanha Outubro Rosa, realizada pela MTmamma Amigos do Peito, a associação de apoio a pessoas em tratamento e pós-tratamento do câncer de mama, vai iluminar o Santuário com a cor rosa para alertar a sociedade sobre os riscos da doença e a importância da detecção precoce do nódulo, o que aumenta em mais de 85% a chances de cura do câncer. Na Campanha Outubro Rosa 2014, a MTmamma promove durante todo o mês uma série de eventos na cidade com objetivo de chamar a atenção para um problema que, a cada ano,tem um número maior de casos.O lema da campanha deste ano é Pare! Examine! Observe!Se toque! “Nosso maior empenho, este ano, é massificar a divulgação do autoexame entre mulheres e homens. Um gesto simples que pode salvar a vida, principalmente, da mulher, pois, desta forma ela pode detectar o nódulo, buscar atendimento médico, exames específicos como a mamografia e dar início ao tratamento com mais possibilidade de cura”, ressalta a presidente em exercício da MTmamma, Raquel Cintra. Para o diretor clínico da MTmamma,o mastologista Marcelo Mendes, as orientações de exame físico das mamas são necessárias em qualquer idade durante uma consulta ginecológica de rotina e a mamografia anual a partir dos 40 anos. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama também é o que mais atinge as mulheres. Este anoa estimativa de 57.120 novos casos da neoplasia diagnosticados no país. Deste total, 610 serão contabilizados, em Mato Grosso e, a maioria deles, 470, em Cuiabá. O Inca aponta que a idade continua sendo um dos mais importantes fatores de risco com cerca de quatro em cada cinco casos registrados após os 50 anos de idade. Segundo Mendes, é preciso desmistificar algumas questões sobre o câncer de mama. “Muitos acreditam ainda no lema ‘se procurar acha, então melhor deixar quieto’, o que retrata falta de informação, crença em tabus e preconceitos que não condizem com a realidade. Existem mitos com relação ao câncer de mama que devemos esclarecer: a doença não é hereditária, portanto todas as mulheres têm risco, não importa se houve algum caso em família. A amamentação não evita a doença, mesmo mulheres que tiveram vários filhos foram diagnosticadas e tratadas; hábitos saudáveis de vida são importantes, assim como os exames de rotina, um não exclui o outro”, assegura Mendes. “Cultivar hábitos saudáveis de alimentação, evitar o sedentarismo e alimentar a ‘alma’, cada qual com suas convicções, reforçando uma visão da vida menos materialista e mais ‘espiritualista’, também contribui para nossa saúde integral” destaca o mastologista.